MSM - Portugal

Academia Mariana Theotokos

«Quem não tem Maria por Mãe, não tem Deus por Pai»
(S. Luís Maria Grignion de Montfort)

CURTA REFLEXÃO XXXI

Nossa Senhora da Alegria
Nossa Senhora da Alegria

Numa aldeia do Minho profundo, Aboim da Nóbrega (Vila Verde), há uma pequena, mas deslumbrante imagem barroca de Nossa Senhora, da Theotokos, numa representação curiosa: Maria, com o Menino ao colo, toca um instrumento de corda a que alguns especialistas chamam bandurra. De sorriso sereno, Maria nesta imagem bem pequenina, convoca-nos para alegria de quem acredita na Ressurreição do Filho.

É Nossa Senhora da Alegria! É tão preciosa e venerada pelos locais que só é vista na procissão e quem já teve o privilégio de a contemplar sente-se interpelado pelo seu olhar “cristocentrípto”. Sente-se que Maria nos convida não para a contemplarmos, mas para olharmos bem para o Filho que nos parece levar a pauta musical que a Mãe toca. Grande lição de mariologia: Maria toca (e bem de certeza) a música que Seu Filho traz! Não a sua música ou de outrem! A música é a que Jesus traz e nos oferece para Sua Mãe tocar. Doutrina mariana perfeita.

Neste tempo Pascal, em que cantamos (ou cantávamos?):

Regina coeli, laetare, Alleluia!
Quia quem meruisti portare, Alleluia!
Resurrexit sicut dixit, Alleluia!

Com os cristãos de todo o mundo e em particular com milhares de cristãos perseguidos, digamos:

Gaude et laetare, Virgo Maria, Alleluia!
Quia surrexit Dominus vere, Alleluia!

Sim, a alegria da Ressurreição deve permanecer todo o ano e os anos todos em nossos corações.

Nota: No extinto, de facto, Rito Bracarense, Nossa Senhora da Alegria era festejada na segunda-feira de Pascoela (hoje Domingo da Misericórdia) e teria sido introduzida neste rito por S. Frei Bartolomeu dos Mártires em 1566. Os textos da Missa daquele extinto Rito são de grande beleza jubilosa. No actual calendário litúrgico da Diocese de Braga, resta a Memória de Nossa Senhora da Alegria no mesmo dia!