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O discurso do Papa Leão XIV nas Cortes de Espanha foi uma peça de grande coragem, de elevadíssima clareza e sem sofismas ou zonas cinzentas na linguagem usada. Graças a Deus!

O nosso INSTITUTO INTERNACIONAL FAMILIARIS CONSORTIO deseja agradecer a Sua Santidade o conforto que deu a todos os que defendem a família “(como) um bem social primário. Fundada na união estável entre um homem e uma mulher…”. “Como primeira sociedade natural, dotada de direitos originais, a família é a célula fundamental e insubstituível de toda a organização comunitária…” (Leão XIV, Magnifica humanitas, n.º 165). No mesmo documento, o Papa escreve quando se refere aos Direitos Humanos (n.º 55): “o primeiro direito humano é o direito à vida, desde a conceção ao seu fim natural, sem o qual é impossível exercer qualquer outro direito. Quando esse direito fundamental é negado, como acontece no aborto provocado, no assassinato de inocentes e na eutanásia, deparamo-nos com escolhas que a Igreja considera gravemente ilícitas” ou quando, mais recentemente, nas Cortes de Espanha afirmou, sem subterfúgios e com uma linguagem luminosa:

"Pode chamar-se plenamente justa uma comunidade que deixa na sombra a criança ainda não nascida, o ancião, o doente, a quem sofre em silêncio ou a quem depende totalmente do cuidado de outros? A defesa da vida humana não é uma questão parcial nem um interesse confessional: é uma meta de civilização. Toda a vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a concepção até ao seu ocaso natural, em cada circunstância da sua existência. Quando esta certeza se obscurece, os mais vulneráveis são as primeiras vítimas e a lei perde o seu significado mais profundo: servir e proteger cada pessoa. Por isso, a grandeza moral de uma nação manifesta-se, sobretudo, na sua capacidade de acompanhar, proteger e amar aquelas vidas que atravessam maior fragilidade.

Graças a Deus e um agradecimento profundo ao Papa pela sua coragem de, num Parlamento, como o de Espanha (tal como em Portugal) que promove o aborto, a eutanásia e as relações a que chamam “família” além de atacarem a liberdade de os pais serem livres no género de educação a dar aos filhos, considerando-se donos destes.

"Toda a vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a concepção até ao seu ocaso natural, em cada circunstância da sua existência."

O IFC/IFCI, que faz do combate pelos “valores inegociáveis” referentes à Família e à Vida Humana, rejubila com a firmeza do Papa Leão XIV.

Bem haja, Santo Padre!

Carlos Aguiar Gomes
Presidente do IIFC/IFCI